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DECISÃO DO TJMG SUSPENDE A VOLTA AO TRABALHO DOS SERVIDORES DAS ESCOLAS ESTADUAIS MINEIRAS

Foto: Carlos Alberto/Imprensa MG.

Kamila Amaral
Notícias Gerais

Uma liminar do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), publicada na quarta (15), suspendeu a determinação do Governo do Estado de que os servidores da rede estadual de ensino retomem suas atividades.

No último dia 9, o Comitê Extraordinário Covid-19 em Minas Gerais determinou que os servidores da área administrativa das escolas estaduais retornassem ao trabalho na terça (14). Professores e auxiliares de educação básica deveriam retornar no dia 22 e em maio, os alunos retornariam às aulas na modalidade de ensino a distância. 

A liminar concedida pelo TJMG atende a uma solicitação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). Em nota, o sindicato afirma que “entende a decisão como muito importante para resguardar a saúde e as milhares de vidas das trabalhadoras, dos trabalhadores e em educação e das comunidades escolares, num contexto de pandemia do coronavírus”. Segundo o Sind-UTE/MG, a medida de retomada das atividades proposta pelo Governo de Minas significaria a movimentação de cerca de 50 mil pessoas em todo o estado.

Em reunião realizada na quarta (15) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a Secretária de Estado de Educação Julia Sant’Anna defendeu a volta das atividades escolares. “A gente precisa manter a serenidade, tranquilidade, porque com vida não se brinca. Mas a gente precisa trazer de volta a esperança para este jovem, pois a educação também precisa estar na vida dele, para que que quando isso tudo acabar, esse caminho de progresso seja garantido”, avaliou.

A coordenadora da sub-sede regional do Sind-UTE em São João del-Rei, Janaine Carvalho Ferreira, entende que apesar da educação ser primordial, não pode ser tratada como serviço essencial nesse momento. “Se preocupar agora com retomada das aulas, diante de tantas outras questões que são mais urgentes e que são realmente imprescindíveis nesse momento, a gente acredita que é muita irresponsabilidade”, afirma Ferreira. 

O Governo de Minas Gerais ainda pode recorrer da decisão do TJMG. 

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